Tuesday, September 25, 2012

FOLHETIM



Folhetim
Chico Buarque
Se acaso me quiseres,
Sou dessas mulheres
Que só dizem "sim!",
Por uma coisa à toa,
Uma noitada boa,
Um cinema, um botequim.
E, se tiveres renda
Aceito uma prenda,
Qualquer coisa assim,
Como uma pedra falsa,
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim.
E eu te farei as vontades.
Direi meias verdades
Sempre à meia luz.
E te farei, vaidoso, supor
Que és o maior e que me possuis.
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte:
Te afasta de mim,
Pois já não vales nada,
És página virada,
Descartada do meu folhetim

7 comments:

D. Garcia said...

Michele, sejas muito bem-vinda de volta!
E retornas com a sensibilidade à flor da pele através dessa canção belíssima de Chico.
Um ótimo dia para você!
Abraços. Daniel

Maria Valéria said...

Amo essa música!!!
Me lembra quando eu tinha um cinco ou seis anos, e minha mãe se arrumando pra ir trabalhar, ao som dessa música tocando no radio;))
E amo a Gal Costa interpretando a canção, alias, pra mim a Gal e a melhor cantora que já existiu,;))
Ótima escolha pra postar no blog!!!
Beijos

O Profeta said...


Este pensador, viajeiro entre Sois
Esta Ave pousada em mil embarcações
Esbarco que passa sem vela ou remo
Esta arca repleta de vibrantes emoções

Esta mestiça flor de açafrão
Este ramo de espinhos cravados na mão
Esta alma que não ousa largar opinião
Este homem vestido de solidão

Bom domingo

Doce beijo

Nilson Barcelli said...

Gosto da obra do Chico Buarque, tanto do músico como do escritor.
Michelle, tem uma boa semana.
Beijinhos.

Nilson Barcelli said...

Olá Michelle.
Passei para ver as novidades...
Tem um bom domingo.
Beijo

D. Garcia said...

Querida Michele, retornei ao teu espaço para te dizer que lá no meu cantinho tem um presente para você.

Tenha um feriado excelente e um fim de semana que se estende com muita luz e alegria.
Abraços. Daniel

O Profeta said...

São mudas as neblinas nesta ilha
É de pobreza o pão que alimenta o meu sentir
Oiço o mar com os meus próprios dedos
Parti do desencontro dos meus derradeiros medos

Parti e deixei no cais mil dúvidas
Lembrei tempos que corri feliz pelas amoras
Nesses dias bebi sofregamente a vida
Nesses dias a minha alegria era incontida

Uma radiosa semana


Doce beijo