Saturday, March 21, 2009

Nossas dificuldades

Como sempre me deparo com textos que expressam exatamente pelo momento que estou passando...
"Se costumamos comentar nossas dificuldades e dores, se nos mostramos nervosos e irritados, se bradamos aos céus pela nossa cruz, isto revela que adotamos uma atitude negativa perante a vida. Significa que não estamos satisfeitos com a posição em que fomos situados e que, deveríamos saber, é a que melhor nos convém, porque Deus conhece nossas reais necessidades".
Richard Simonetti

Saturday, March 14, 2009

O esquecimento

Algumas coisas não devem ser ditas,
outras precisam ser debatidas,
outras precisam ser esquecidas.
O esquecimento é o melhor remédio,
para curar quem te magoou,
quem você magoou,
quem você deixou ser magoada.
As palavras voam no vento,
sentimentos são para sempre.
podem aumentar ou diminuir,
mas continuam conosco.
Infelizmente lembramos mais
das palavras do que dos gestos.
As palavras doem.
Os gestos confortam,
mas são esquecidos...

Por: Michelle Trindade

Saturday, March 07, 2009

Fracassos por Darcy Ribeiro


Ao elaborar minha monografia de pós-graduação em Administração Escolar, me deparei com uma personalidade que há muito estimava, mas não conhecia a fundo sua história. Sua biografia é de muita luta e serve de exemplo para muita gente, inclusive para mim. Ele se dedicou em várias causas, e foi barrado na maioria delas, mas nunca desistia de seus projetos.
Uma de suas falas me chamou atenção, tem haver com que já escrevi aqui antes, só que sob um outro prisma. Um lado bem mais perseverante:

"Fracassei em tudo o que tentei na vida.
Tentei alfabetizar as crianças brasileiras não consegui.
Tentei salvar os índios, não consegui.
Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.
Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.
Mas os fracassos são minhas vitórias.
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu".
Darcy Ribeiro

Saturday, January 10, 2009

Crianças nas calçadas


Crianças dormindo nas calçadas,
cena triste de se ver
Através da janela observa-se noite adentro
Seu corpo esguio, se contorcendo no frio.
Vira para um lado, vira para o outro.
Coloca seu corpo inteiro dentro de sua camisa.
Fecha os olhos, e se encolhe.
E sonha, sonha em acordar em uma outra vida.
Michelle Trindade

Monday, January 05, 2009

A CAIXA IV


Hoje depois de duas semanas, retornei para caixa. Pensei que voltaria animada, mas ao contrário, estava desanimada. Passei a manhã inteira calada, e deveria ter passado mais, pois disse coisas que não queria dizer, no meio do dia. Na maioria das vezes o silêncio é o melhor meio de convivência. Quando você ouve algo, este algo precisa simplesmente morrer, e não ser passado adiante. Odeio quando é passado adiante, e hoje eu simplesmente sem sentir, passei adiante. Me senti tão mal. Ás vezes a gente se pega fazendo coisas que o meio te leva a fazer. Mas você precisa ser mais forte que o meio. Talvez seja por isso que ainda estou lá. Já falo pouco dentro da caixa, acho que devo falar menos ainda...
Michelle Trindade

Friday, January 02, 2009

OS POEMAS


"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti..."

Mario Quintana - Esconderijos do Tempo

Wednesday, December 31, 2008

Ano



"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ANO, foi um indivíduo genial, industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui por diante vai ser diferente".

Carlos Drummond de Andrade

Monday, December 29, 2008

Final do ano


Final de ano é sempre assim, pensamos no que fazemos, no que deixamos de fazer, e no que queremos fazer no ano seguinte. O problema é que não cumprimos metade do que planejamos fazer no ano anterior. Quando estamos no início do ano, pensamos que ainda temos tempo pra caramba, que ainda tem um ano inteiro para realizar nossos projetos, só que quando chega o final de ano, pensamos que o ano foi curto demais, "passou voando" como dizem muitos, e não deu tempo pra nada. Então nossos projetos vão ficando para o ano seguinte, e se não der, para o outro ano, e assim vai. Falta coragem para realizar alguns, sorte para realizar outros, dedicação e perseverança para realizar outros ainda. Enfim são tantos projetos que ficamos um pouco perdidos em saber o que realmente queremos. Qual é o projeto prioridade. Será que vamos conseguir pelo menos realizar um deles? Bom, espero que sim... pelo menos é o que eu espero nesse novo ano que se inicia...
Michelle Trindade

Friday, December 26, 2008

Independência...



Independência. Taí uma coisa que gostaria de ter, mas não tenho. Busco isso desde os meus 13 anos, mas parece que até hoje ainda não consegui. Devo ter feito algo numa encarnação anterior, ou até mesmo nessa, para não conseguir minha independência. Vai passar mais um ano... e não tenho perspectiva de conseguir isso... Por que a vida tem que ser tão difícil? O pior é que eu sei a resposta. Afinal sou espírita, e sei que tudo que acontece em nossas vidas tem um por quê, uma razão para determinada coisa acontecer ou não acontecer. Sei disso tudo. Mas ainda é difícil para mim, na minha humilde encarnação, entender isso. Por isso fico angustiada. Vendo meus planos feitos desde os 13 anos são serem realizados. Eu sei que isso parece infantil da minha parte. Mas fazer o quê.. ainda sou meio criança, querendo fazer parte do mundo dos adultos. Um mundo difícil. Bem diferente do que quando você imaginava quando era criança, querendo logo ser grande. Agora você tem vontade de voltar a ser criança. Sem preocupações, sem problemas. Mamãe cuidando de ti, brincadeiras com a irmã, trabalhos de colégio com os colegas... enfim, era bem gostoso. Mas não dá para voltar atrás. Apenas lembrar com muito carinho, e tentar ser o que você imaginou quando era mais nova. Não perder o foco, só porque as dificuldades estão um pouco maiores do que você esperava. Independência, sei que ainda vou conseguir isso.
Michelle Trindade

Wednesday, December 24, 2008

Natal


Crônica do Natal
Irmão X / Francisco C. Xavier

Desde a ascensão de Herodes, o Grande, que se fizera rei com o apoio
dos romanos, não se falava na Palestina senão no Salvador que viria,
enfim...
Mais forte que Moisés, mais sábio que Salomão, mais suave que David,
chegaria em suntuoso carro de triunfo para estender sobre a Terra as
leis do Povo Escolhido.
Por isso, judeus prestigiosos, descendentes das doze tribos,
preparavam-lhe oferendas em várias nações do mundo.
Velhas profecias eram lidas e comentadas, na Fenícia e na Síria, na
Etiópia e no Egito.
Dos Confins do Mar Morto às terras de Abilena, tumultuavam notícias
da suspirada reforma...
E mãos hábeis preparavam com devotamento e carinho o advento do
Redentor.
Castiçais de ouro e prata eram burilados em Cesaréia, tapetes
primorosos eram tecidos em Damasco, vasos finos eram importados de
Roma, perfumes raros eram trazidos de remotos rincões da Pérsia...
Negociantes habituados à cobiça cediam verdadeiras fortunas ao Templo
de Jerusalém, após ouvirem as predições dos sacerdotes, e filhos
tostados do deserto vinham de longe trazer ao santuário da raça a
contribuição espontânea com que desejavam formar nas homenagens ao
Celeste Renovador.
Tudo era febre de expectação e ansiedade.
Palácios eram reconstruídos, pomares e vinhas surgiam cuidadosamente
podados, touros e carneiros, cabras e pombos eram tratados com esmero
para o regozijo esperado.
Entretanto, o Emissário Divino desce ao mundo na sombra espessa da
noite.
Das torres e dos montes, hebreus inteligentes recolhem a grata
notícia... Uma estrela rutila no firmamento.
O enviado, porém, elege pequena manjedoura para seu berço de luz.
E porque as vozes do Céu se fazem ouvir, cristalinas e jubilosas,
cantam eles também...
- "Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os
homens!..."
Ali, na estrebaria singela, estão Ele e o povo...
E o povo com Ele inicia uma nova era...
É por isso que o Natal é a festa da bondade vitoriosa.
Lembrando o rei Divino que desceu da Glória à Manjedoura, reparte com
teu irmão tua alegria e tua esperança, teu pão e tua veste.
Recorda que Ele, em sua divina magnificência, elegeu por primeiros
amigos e benfeitores aqueles que do mundo nada possuíam para dar,
além da pobreza ignorada e singela.
Não importa sejas, por enquanto, terno e generoso para com o próximo
somente um dia.
Pouco a pouco, aprenderás que o espírito do Natal deve reinar conosco
em todas as horas de nossa vida.
Então, serás o irmão abnegado e fiel de todos, porque, em cada manhã,
ouvirás uma voz do Céu a sussurrar-te, sutil:
- Jesus nasceu! Jesus nasceu!...
E o Mestre do Amor terá realmente nascido em teu coração para viver
contigo eternamente.

Wednesday, November 26, 2008

Músicas Espíritas II


NA PORTA DE DAMASCO (Allan K.Filho/Alexandre/Sérgio)

[Senhor em Seu nome]Eu falava às pessoas, jogava as sementes

Plantava e colhia paz, mas sentia falta de algo mais

Eu fazia quase tudo e hoje tudo é quase nada

Frente à obra e seu criador; Sinto, não sabemos dar valor

[Faltava-me mudar / E tentar me encontrar

E tentar me conhecer, Senhor

Ser mais um em seu rebanho a caminhar

Não me cabe só falar, também cabe agir e me tornar

Um instrumento Seu a melhorar] REFRÃO

[Senhor em Seu nome] BIS Eu fazia muitos planos mas os anos seguem em frente

E nos fazem ver quem somos / Cometemos mil enganos

Eu queria ser o leme mas agia como âncora

Retardando meu caminho / Sou o meu próprio espinho REFRÃO

[Senhor em Seu nome]

Tuesday, November 25, 2008

Um rumo


Apesar de algumas coisas não estarem saindo do jeito que eu queria que saíssem, finalmente acho que encontrei um rumo. A melhor coisa quando você sente que sua vida está passando e você não a está vivendo é procurar ocupações. Nos últimos meses procurei estar sempre ocupada com diversos assuntos, faculdade, trabalho, concursos, religião etc, e voltei a me sentir mais útil, fora do inanismo que estava. Antes eu parecia estar presa a correntes imaginárias que não me deixavam andar, não conseguia ter ânimo para nada, tudo me parecia inútil, ou que eu acreditava que não ia conseguir. Inventava desculpas para tudo, qualquer coisa eu tinha um motivo na ponta da língua para não me dedicar, ora eu não tinha tempo, ora eu não era boa o suficiente etc. Mesmo com mais uma decepção na minha vida profissional, sei que não vou desistir. Vou continuar tentando, pois tudo na minha vida não foi fácil, e eu agradeço à Deus por isso, pois sei dar valor à tudo que recebi, à tudo que sou, à tudo que aprendi, e à tudo que consquistei. E quero continuar a dar valor por tudo que recebo, pois sei que com certeza vai ser com muito suor e dedicação que vou conseguir atravessar as pedras em meu caminho e trilhar com coragem e humildade a minha vida.
Agradeço também à todas as pessoas que estão a minha volta que me ajudam e torcem pela minha caminhada, minha irmã, meu marido, meu pai, meus 'guias', meus amigos, minhas colegas de trabalho, todos de alguma forma me animaram e me levantaram em algum momento que pensei em desistir. E é claro também torço e incentivo o sucesso de todos eles. Bem falando assim, parece até que eu passei em algum mega concurso, que nada, simplesmente apenas estou contente por ter ocupações e objetivos, ou seja um rumo em minha vida, coisa que até pouco tempo atrás eu não tinha ou não queria ter...
Michelle Trindade

Friday, November 14, 2008

Poemas II



Esse poema tem tudo a ver com o momento que estou passando agora...

"Não importa onde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e, o mais
importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito neste período? Foi aprendizado...
Chorou muito? Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só diversas vezes?
É porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora...
Onde você quer chegar? Ir alto?
Sonhe alto... Queira o melhor do melhor...
Se pensarmos pequeno... Coisas pequenas teremos...
Mas se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo
melhor...
O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura".
(Carlos Drummond de Andrade)

Wednesday, November 12, 2008

Ópera II - Carmem


Carmen é uma ópera em quatro atos de Georges Bizet com libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, baseada na novela homônima de Prosper Mérimée. Estreou em 1875, no Ópera-Comique de Paris.

Personagens
Carmen (Uma cigana que usa seus talentos para a dança e o canto para enfeitiçar e seduzir vários homens/ mezzo-soprano

Don José (é um cabo do exército, é um homem honesto e decente, mas ao se envolver com Carmen, vira um fora-da-lei)/tenor-lírico

Micaëla (Ela ama Don José, porisso tenta resgatar Don José da vida destrutiva que ele levará com Carmen)/soprano

Escamillo (é um famoso toreador de Granada, mas foi "enfeitiçado" por Carmen)/baixo-barítono

Frasquita (amiga de Carmen, a acompanha em todas as aventuras)/soprano

Mercédès (também é amiga de Carmen, a acompanha em todas as aventuras)/soprano

Remendado (namorado de Frasquita, ele é um contrabandista/ tenor

Dancaïre (namorado de Mercédès, ele é servo de Remendado e também contrabandista)/barítono

Moralès (um sargento)/barítono

Zúñiga (Oficial comandante de Don José. Embora prenda Carmen por ter cometido um crime, ele, também, é enfeitiçado por ela) baixo

Lillas Pastia (dono duma taberna, onde todos os contradistas se encontram lá)/não canta
O Guia (acompanhou Micaëla até onde estava Don José)/não canta

Sinopse

Ato I
O primeiro ato começa numa praça de Sevilha, onde se situa uma fábrica de tabaco e um quartel. O cabo Morales comenta com os soldados do corpo da guarda, os Dragões do Regimento de Alcalá, a passagem dos transeuntes pela praça. Então, entra em cena uma simples aldeã chamada Micaela, aproxima-se de Morales e pergunta timidamente pelo cabo Don José. Morales responde-lhe que este chegará com a rendição da guarda e convida-a a esperá-lo na companhia dos seus homens, mas Micaela decide retirar-se para regressar mais tarde. Ouvem-se nos bastidores os clarins que anunciam o render da guarda e aparecem em cena os soldados sob comando de Don José, seguidos por um grupo de crianças que os imita com admiração. À sua chegada ao quartel, Morales comenta em tom jocoso a visita da aldeã. Zúniga, um tenente recém-chegado à cidade, interroga, em seguida, Don José sobre a beleza e a duvidosa reputação das cigarreiras da fábrica da praça, mas o cabo manifesta o seu único interesse por Micaela, por quem está apaixonado. O sino da fábrica soa e anuncia o intervalo das cigarreiras, que entram em cena a fumar e a conversar animadamente com um grupo de homens que as espera. A última a aparecer é Carmen, uma bela cigana que seduz todos os homens que encontra à sua passagem. Seguidamente, Carmen canta uma habanera aos presentes, que manifestam a sua admiração por ela, à excepção do indiferente Don José, que é, precisamente, o objeto do seu desejo. Antes de regressar à fábrica, Carmen, em sinal de desafio, atira-lhe uma das suas flores. Depois deste episódio a parece Micaela, que regressa ao posto da guarda e entrega a Don José uma carta da sua mãe, em que lhe pede que se case com a aldeã. Depois de se relembrarem juntos das paisagens da sua infância, Micaela abandona a cena e Don José começa a ler a carta. Ocorre então um tumulto no interior da fábrica; um grupo de trabalhadoras comenta entre gritos que está a haver uma rixa entre as mulheres em que Carmen interveio, tendo ferido outra cigarreira no rosto, com uma navalha. Zuniga ordena a Don José e aos seus homens que prendam a agressora. O cabo sai da fábrica com Carmen e recebe a ordem do tenente de a levar para a prisão. Carmen e Don José ficam sozinhos na praça. A sedutora cigana convence o cabo de que a liberte, promete-lhe o seu amor a assegura-lhe que o esperará na taberna de Lillas Pastia. Don José, alvoroçado, decide libertá-la. Nesse momento volta Zuniga com a ordem de prisão. Don José e Carmen iniciam a caminhada, mas perante os presentes a cigana finge empurá-lo e foge.Don José é preso imediatamente por permitir a sua fuga. Fim do 1º ato.

Ato II
O 2º ato começa na taberna de Lillas Pastia, suposto ponto de encontro de contrabandistas.Já se passou um 1 mês.Carmen e as suas amigas,Frasquita e Mercedes,jantam com Zúñiga e outros oficias,que rapidamente se juntam às cantigas e danças dos ciganos.Apesar dos convites dos soldados ,Carmen recusa os seus pretendentes.Está à espera de Don José que depois de ter sido preso e mandado encarce rar por sua causa,recuperou a liberdade.A seguir,entre manifestações de júbilo,aparece em cena um famoso toureiro chamado Escamillo que,seduzido pela beleza da cigana,lhe declara o seu amor,abandonando depois a taberna com os oficiais. Em cena ficam Carmen,Mercedes e Frasquita sozinhas.Aparecem então os contrabandistas Dancaïre e Remendado,que propõem um negócio às três mulheres.Carmen recusa no início a proposta,mas por fim muda de opinião perante a possibilidade de que seu apaixonado deserte e participe na operação de contrabando. Finalmente,depois da saída dos contrabandistas,Don José chega a taberna e declara o seu amor a Carmen,que tenta convencê-lo de que se junte a ela e aceite o negócio.Don José,ofendido,nega-se,mas o aparecimento repentino de Zúñiga precipita os acontecimentos. O soldado e o tenente enfrentam-se pelo amor de Carmen.Don José,apoiado pelos contrabandistas,subleva-se ao seu superior,que fica sob custódia de alguns ciganos.Obrigado pelas circunstâncias,o soldado vê-se finalmente forçado a desertar e parte com a cigana. Fim do 2º ato.

Ato III
Num desfiladeiro,os contrabandistas fazem os preparativos para a entrega dos produtos do contrabando,sob a supervisão de Dancaire.É de noite.Carmen cansada do ciumento amor de Don José e,além disso,descontente com a sua nova vida,tenta adivinhar nas cartas o seu futuro na companhia de Frasquita e Mercedes.As cartas revelam um mal presságio para Carmen:A morte. Á saída dos contrabandistas e das mulheres,Don José permanece num penhasco, a vigiar o esconderijo dos seus novos amigos.Da escuridão surge então Micaëla,que com a ajuda de um guia chega ao esconderijo de seu amado Don José com a esperança de o convencer a voltar a casa de sua mãe.Porém um disparo interrompe os seus propósitos.Don José disparou contra um intruso,que sai ileso.É o famoso toreiro Escamillo,que,desconhecendo a identidade do seu interlocutor,lhe conta que está à procura de Carmen ,que está cansada do seu amante,um soldado que desertou por ela. Don José,cego de ciúme,desafia o toureiro para uma luta até à morte com navalhas,que é interrompida graças à volta dos contrabandistas.Depois de insultar o desertor e convidar os presentes para as corridas de touros de Servilha,Escamillo abandona a cena.A seguir,Dancaire descobre a presença de Micaëla ,que abandona o seu esconderijo e pede a Don José que a acompanhe porque sua mãe está a morrer.Ele aceita e sai com a aldeã,não sem prevenir Carmen,em tom ameaçador ,de que voltará para vir buscar.A cigana não dá aos seus avisos pensando no seu novo objeto de desejo. Fim do 3º ato.

Ato IV
Em Sevilha, frente à praça de touros, uma multidão espera a chegada dos toureiros. Os vendedores aproveitam a ocasião para oferecer os seus produtos ao público. Aparece então a quadrilha e atrás dela,Escamillo e Carmen. À entrada do toreiro na praça de touros,Mercedes e Frasquita avisam a cigana da presença de Don José, mas ela mostra não ter medo de se encontrar com o seu antigo amante. A seguir, Don José retém Carmen quando tenta entrar na praça,suplicando-lhe que volte com ele.Ela responde-lhe que o seu amor por ele acabou. Do interior da praça soam as vivas a Escamillo.O desertor tenta deter com violência a cigana,mas ela atira-lhe despeitadamente o anel que ele lhe tinha oferecido. Em fúria, Don José enfia uma faca na barriga de Carmen. A multidão que vai saindo da praça assiste à terrível cena. Don José, cheio de tristeza, cai de joelhos junto ao corpo de sua amada Carmen. Fim do 4º ato.

Wednesday, November 05, 2008

Férias em Natal


Fui passar minhas férias em Natal, Rio Grande do Norte, e o passeio estava maravilhoso. Eis que um acontecimento abala minhas férias. Sou assaltada junto com meu marido numa praia de lá. Fiquei revoltada no início, mas depois me conformei, chegando em casa escrevi isso:
"Tem certos momenos na vida da gente em que nos sentimos indefesos, desprotegidos, esquecidos, como se não houvesse alguém para tomar conta da gente. Nos revoltamos, brigamos conosco mesmo por nossa desatenção. Remoemos, ficamos pensando "e se", "e se eu tivesse ido para lá", "e se eu tivesse pego outro caminho". Mas aí paro, reflito e penso: "nossa eu fui protegida", "não aconteceu nada comigo", "eu estou ilesa". O que é um bem material, diante da sua vida? Nada, absolutamente nada. Como diz o velho ditado: "Vão-se os anéis, ficam-se os dedos". Espero do fundo do meu coração que essas pessoas encotrem o caminho de Jesus, e que possasm se redimir, e se arrepender dos seus atos. Meu coração está limpo, não guardo rancor deles, somente tristeza por não poder fazer muita coisa por eles e, por tantas pessoas que se enontram nesse situação. Somente orar por eles, para que eles encontrem o caminho do bem, o caminho do amor de Jesus, pois esse é o único caminho, a verdade e a vida. Todos temos que fazer nosso resgate, eu estou fazendo o meu, e eu sei que um dia, eles farão o deles".
Michelle Trindade

Thursday, October 23, 2008

Músicas Espíritas I


CHAMADO
(Marielza Tiscate)


Então Ele veio e disse: “Já é hora de seguir.”

E indicou o caminho tortuoso, mostrou as pedras e os espinhos...

E quando viu que o medo assolava os nossos corações

Nos fez olhar o sol atrás dos montes, só disse: “Confiem e vão.”

Então viemos porque ninguém resiste ao Seu chamado...

Voltamos à terra-mãe que nos abriga, por Seu amor haveremos de amar...

E ao final da luta, Ele haverá de estar nos esperando

erguerá a voz ao Pai num hino; então dirá: “Eis os Teus filhos em fim em paz!”

Então viemos porque ninguém resiste ao Seu chamado...

Porque ninguém resiste ao Seu chamado...

Saturday, October 11, 2008

Ópera I


A ópera é um gênero artístico que consiste num drama encenado com música.

O drama é apresentado utilizando os elementos típicos do teatro, tais como cenografia, vestuários e atuação. No entanto, a letra da ópera (conhecida como libreto) é cantada em lugar de ser falada. Os cantores são acompanhados por um grupo musical, que em algumas óperas pode ser uma orquestra sinfônica completa.

Os cantores e seus personagens são classificados de acordo com seus timbres vocais. Os cantores masculinos classificam-se em baixo, baixo-barítono (ou baixo-cantor), barítono, tenor e contratenor. As cantoras femininas classificam-se em contralto, mezzo-soprano e soprano. Cada uma destas classificações tem subdivisões, como por exemplo: um barítono pode ser um barítono lírico, um barítono de caráter ou um barítono bufo, os quais associam a voz do cantor com os personagens mais apropriados para a qualidade e o timbre de sua voz.

A palavra ópera significa "obra" em latim e italiano, relacionada com opus, sugerindo que esta combina as artes de canto coral e solo, recitativo e balé, em um espetáculo encenado.

A primeira obra considerada uma ópera, no sentido geralmente entendido, data aproximadamente do ano 1597. Foi chamada Dafne (atualmente desaparecida), escrita por Jacopo Peri para um círculo elitista de humoristas florentinos letrados, cujo grupo era conhecido como a Camerata. Dafne foi uma tentativa de reviver a tragédia grega clássica, como parte de uma ampla reaparição da antiguidade que caracterizou o Renascimento. Um trabalho posterior de Peri, Eurídice, que data do ano 1600, é a primeira ópera que sobreviveu até a atualidade. Não obstante, o uso do termo ópera começa a ser utilizado a partir de meados do século XVII para definir as peças de teatro musical, às quais se referia, até então, com formulações universais como Dramma per Música (Drama Musical) ou Favola in Música (fábula musical). Diálogo falado ou declamado - chamado recitativo em ópera - acompanhado por uma orquestra, é a característica fundamental do melodrama, no seu sentido original.

Fonte: Wikipédia

Saturday, September 27, 2008

Diferença de Amor e Amizade


Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

William Shakespeare

Saturday, September 20, 2008

Dificuldades



"Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito"
Chico Xavier

Friday, September 12, 2008

Inspiração


Onde está a minha inspiração?
Será que ela se perdeu no caminho?
Ou será que eu não a deixo entrar?
Nas letras do caderninho,
vou rabiscando as minhas emoções,
mas cadê a frase sublimada?
Será que não a ouço?
No tic tac do relógio,
vou vendo o tempo passar,
e eu a olhar para o caderno,
num branco desesperador.
Suo frio, reclamo, esbravejo,
acho que não sou capaz.
Sinto o tempo passar,
e nada da minha mão se mover,
da minha mente trabalhar.
Será que vou conseguir escrever algo?
Cadê a minha inspiração?
Foi dar uma volta, e esqueceu de mim?
Não pode ser possível!
Minha inspiração não me abandonaria!
Então, um momento por favor.
Paro, penso, reflito, medito,e me abro,
e a inspiração logo vem...

Michelle Trindade