Wednesday, November 12, 2008

Ópera II - Carmem


Carmen é uma ópera em quatro atos de Georges Bizet com libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, baseada na novela homônima de Prosper Mérimée. Estreou em 1875, no Ópera-Comique de Paris.

Personagens
Carmen (Uma cigana que usa seus talentos para a dança e o canto para enfeitiçar e seduzir vários homens/ mezzo-soprano

Don José (é um cabo do exército, é um homem honesto e decente, mas ao se envolver com Carmen, vira um fora-da-lei)/tenor-lírico

Micaëla (Ela ama Don José, porisso tenta resgatar Don José da vida destrutiva que ele levará com Carmen)/soprano

Escamillo (é um famoso toreador de Granada, mas foi "enfeitiçado" por Carmen)/baixo-barítono

Frasquita (amiga de Carmen, a acompanha em todas as aventuras)/soprano

Mercédès (também é amiga de Carmen, a acompanha em todas as aventuras)/soprano

Remendado (namorado de Frasquita, ele é um contrabandista/ tenor

Dancaïre (namorado de Mercédès, ele é servo de Remendado e também contrabandista)/barítono

Moralès (um sargento)/barítono

Zúñiga (Oficial comandante de Don José. Embora prenda Carmen por ter cometido um crime, ele, também, é enfeitiçado por ela) baixo

Lillas Pastia (dono duma taberna, onde todos os contradistas se encontram lá)/não canta
O Guia (acompanhou Micaëla até onde estava Don José)/não canta

Sinopse

Ato I
O primeiro ato começa numa praça de Sevilha, onde se situa uma fábrica de tabaco e um quartel. O cabo Morales comenta com os soldados do corpo da guarda, os Dragões do Regimento de Alcalá, a passagem dos transeuntes pela praça. Então, entra em cena uma simples aldeã chamada Micaela, aproxima-se de Morales e pergunta timidamente pelo cabo Don José. Morales responde-lhe que este chegará com a rendição da guarda e convida-a a esperá-lo na companhia dos seus homens, mas Micaela decide retirar-se para regressar mais tarde. Ouvem-se nos bastidores os clarins que anunciam o render da guarda e aparecem em cena os soldados sob comando de Don José, seguidos por um grupo de crianças que os imita com admiração. À sua chegada ao quartel, Morales comenta em tom jocoso a visita da aldeã. Zúniga, um tenente recém-chegado à cidade, interroga, em seguida, Don José sobre a beleza e a duvidosa reputação das cigarreiras da fábrica da praça, mas o cabo manifesta o seu único interesse por Micaela, por quem está apaixonado. O sino da fábrica soa e anuncia o intervalo das cigarreiras, que entram em cena a fumar e a conversar animadamente com um grupo de homens que as espera. A última a aparecer é Carmen, uma bela cigana que seduz todos os homens que encontra à sua passagem. Seguidamente, Carmen canta uma habanera aos presentes, que manifestam a sua admiração por ela, à excepção do indiferente Don José, que é, precisamente, o objeto do seu desejo. Antes de regressar à fábrica, Carmen, em sinal de desafio, atira-lhe uma das suas flores. Depois deste episódio a parece Micaela, que regressa ao posto da guarda e entrega a Don José uma carta da sua mãe, em que lhe pede que se case com a aldeã. Depois de se relembrarem juntos das paisagens da sua infância, Micaela abandona a cena e Don José começa a ler a carta. Ocorre então um tumulto no interior da fábrica; um grupo de trabalhadoras comenta entre gritos que está a haver uma rixa entre as mulheres em que Carmen interveio, tendo ferido outra cigarreira no rosto, com uma navalha. Zuniga ordena a Don José e aos seus homens que prendam a agressora. O cabo sai da fábrica com Carmen e recebe a ordem do tenente de a levar para a prisão. Carmen e Don José ficam sozinhos na praça. A sedutora cigana convence o cabo de que a liberte, promete-lhe o seu amor a assegura-lhe que o esperará na taberna de Lillas Pastia. Don José, alvoroçado, decide libertá-la. Nesse momento volta Zuniga com a ordem de prisão. Don José e Carmen iniciam a caminhada, mas perante os presentes a cigana finge empurá-lo e foge.Don José é preso imediatamente por permitir a sua fuga. Fim do 1º ato.

Ato II
O 2º ato começa na taberna de Lillas Pastia, suposto ponto de encontro de contrabandistas.Já se passou um 1 mês.Carmen e as suas amigas,Frasquita e Mercedes,jantam com Zúñiga e outros oficias,que rapidamente se juntam às cantigas e danças dos ciganos.Apesar dos convites dos soldados ,Carmen recusa os seus pretendentes.Está à espera de Don José que depois de ter sido preso e mandado encarce rar por sua causa,recuperou a liberdade.A seguir,entre manifestações de júbilo,aparece em cena um famoso toureiro chamado Escamillo que,seduzido pela beleza da cigana,lhe declara o seu amor,abandonando depois a taberna com os oficiais. Em cena ficam Carmen,Mercedes e Frasquita sozinhas.Aparecem então os contrabandistas Dancaïre e Remendado,que propõem um negócio às três mulheres.Carmen recusa no início a proposta,mas por fim muda de opinião perante a possibilidade de que seu apaixonado deserte e participe na operação de contrabando. Finalmente,depois da saída dos contrabandistas,Don José chega a taberna e declara o seu amor a Carmen,que tenta convencê-lo de que se junte a ela e aceite o negócio.Don José,ofendido,nega-se,mas o aparecimento repentino de Zúñiga precipita os acontecimentos. O soldado e o tenente enfrentam-se pelo amor de Carmen.Don José,apoiado pelos contrabandistas,subleva-se ao seu superior,que fica sob custódia de alguns ciganos.Obrigado pelas circunstâncias,o soldado vê-se finalmente forçado a desertar e parte com a cigana. Fim do 2º ato.

Ato III
Num desfiladeiro,os contrabandistas fazem os preparativos para a entrega dos produtos do contrabando,sob a supervisão de Dancaire.É de noite.Carmen cansada do ciumento amor de Don José e,além disso,descontente com a sua nova vida,tenta adivinhar nas cartas o seu futuro na companhia de Frasquita e Mercedes.As cartas revelam um mal presságio para Carmen:A morte. Á saída dos contrabandistas e das mulheres,Don José permanece num penhasco, a vigiar o esconderijo dos seus novos amigos.Da escuridão surge então Micaëla,que com a ajuda de um guia chega ao esconderijo de seu amado Don José com a esperança de o convencer a voltar a casa de sua mãe.Porém um disparo interrompe os seus propósitos.Don José disparou contra um intruso,que sai ileso.É o famoso toreiro Escamillo,que,desconhecendo a identidade do seu interlocutor,lhe conta que está à procura de Carmen ,que está cansada do seu amante,um soldado que desertou por ela. Don José,cego de ciúme,desafia o toureiro para uma luta até à morte com navalhas,que é interrompida graças à volta dos contrabandistas.Depois de insultar o desertor e convidar os presentes para as corridas de touros de Servilha,Escamillo abandona a cena.A seguir,Dancaire descobre a presença de Micaëla ,que abandona o seu esconderijo e pede a Don José que a acompanhe porque sua mãe está a morrer.Ele aceita e sai com a aldeã,não sem prevenir Carmen,em tom ameaçador ,de que voltará para vir buscar.A cigana não dá aos seus avisos pensando no seu novo objeto de desejo. Fim do 3º ato.

Ato IV
Em Sevilha, frente à praça de touros, uma multidão espera a chegada dos toureiros. Os vendedores aproveitam a ocasião para oferecer os seus produtos ao público. Aparece então a quadrilha e atrás dela,Escamillo e Carmen. À entrada do toreiro na praça de touros,Mercedes e Frasquita avisam a cigana da presença de Don José, mas ela mostra não ter medo de se encontrar com o seu antigo amante. A seguir, Don José retém Carmen quando tenta entrar na praça,suplicando-lhe que volte com ele.Ela responde-lhe que o seu amor por ele acabou. Do interior da praça soam as vivas a Escamillo.O desertor tenta deter com violência a cigana,mas ela atira-lhe despeitadamente o anel que ele lhe tinha oferecido. Em fúria, Don José enfia uma faca na barriga de Carmen. A multidão que vai saindo da praça assiste à terrível cena. Don José, cheio de tristeza, cai de joelhos junto ao corpo de sua amada Carmen. Fim do 4º ato.

Wednesday, November 05, 2008

Férias em Natal


Fui passar minhas férias em Natal, Rio Grande do Norte, e o passeio estava maravilhoso. Eis que um acontecimento abala minhas férias. Sou assaltada junto com meu marido numa praia de lá. Fiquei revoltada no início, mas depois me conformei, chegando em casa escrevi isso:
"Tem certos momenos na vida da gente em que nos sentimos indefesos, desprotegidos, esquecidos, como se não houvesse alguém para tomar conta da gente. Nos revoltamos, brigamos conosco mesmo por nossa desatenção. Remoemos, ficamos pensando "e se", "e se eu tivesse ido para lá", "e se eu tivesse pego outro caminho". Mas aí paro, reflito e penso: "nossa eu fui protegida", "não aconteceu nada comigo", "eu estou ilesa". O que é um bem material, diante da sua vida? Nada, absolutamente nada. Como diz o velho ditado: "Vão-se os anéis, ficam-se os dedos". Espero do fundo do meu coração que essas pessoas encotrem o caminho de Jesus, e que possasm se redimir, e se arrepender dos seus atos. Meu coração está limpo, não guardo rancor deles, somente tristeza por não poder fazer muita coisa por eles e, por tantas pessoas que se enontram nesse situação. Somente orar por eles, para que eles encontrem o caminho do bem, o caminho do amor de Jesus, pois esse é o único caminho, a verdade e a vida. Todos temos que fazer nosso resgate, eu estou fazendo o meu, e eu sei que um dia, eles farão o deles".
Michelle Trindade

Thursday, October 23, 2008

Músicas Espíritas I


CHAMADO
(Marielza Tiscate)


Então Ele veio e disse: “Já é hora de seguir.”

E indicou o caminho tortuoso, mostrou as pedras e os espinhos...

E quando viu que o medo assolava os nossos corações

Nos fez olhar o sol atrás dos montes, só disse: “Confiem e vão.”

Então viemos porque ninguém resiste ao Seu chamado...

Voltamos à terra-mãe que nos abriga, por Seu amor haveremos de amar...

E ao final da luta, Ele haverá de estar nos esperando

erguerá a voz ao Pai num hino; então dirá: “Eis os Teus filhos em fim em paz!”

Então viemos porque ninguém resiste ao Seu chamado...

Porque ninguém resiste ao Seu chamado...

Saturday, October 11, 2008

Ópera I


A ópera é um gênero artístico que consiste num drama encenado com música.

O drama é apresentado utilizando os elementos típicos do teatro, tais como cenografia, vestuários e atuação. No entanto, a letra da ópera (conhecida como libreto) é cantada em lugar de ser falada. Os cantores são acompanhados por um grupo musical, que em algumas óperas pode ser uma orquestra sinfônica completa.

Os cantores e seus personagens são classificados de acordo com seus timbres vocais. Os cantores masculinos classificam-se em baixo, baixo-barítono (ou baixo-cantor), barítono, tenor e contratenor. As cantoras femininas classificam-se em contralto, mezzo-soprano e soprano. Cada uma destas classificações tem subdivisões, como por exemplo: um barítono pode ser um barítono lírico, um barítono de caráter ou um barítono bufo, os quais associam a voz do cantor com os personagens mais apropriados para a qualidade e o timbre de sua voz.

A palavra ópera significa "obra" em latim e italiano, relacionada com opus, sugerindo que esta combina as artes de canto coral e solo, recitativo e balé, em um espetáculo encenado.

A primeira obra considerada uma ópera, no sentido geralmente entendido, data aproximadamente do ano 1597. Foi chamada Dafne (atualmente desaparecida), escrita por Jacopo Peri para um círculo elitista de humoristas florentinos letrados, cujo grupo era conhecido como a Camerata. Dafne foi uma tentativa de reviver a tragédia grega clássica, como parte de uma ampla reaparição da antiguidade que caracterizou o Renascimento. Um trabalho posterior de Peri, Eurídice, que data do ano 1600, é a primeira ópera que sobreviveu até a atualidade. Não obstante, o uso do termo ópera começa a ser utilizado a partir de meados do século XVII para definir as peças de teatro musical, às quais se referia, até então, com formulações universais como Dramma per Música (Drama Musical) ou Favola in Música (fábula musical). Diálogo falado ou declamado - chamado recitativo em ópera - acompanhado por uma orquestra, é a característica fundamental do melodrama, no seu sentido original.

Fonte: Wikipédia

Saturday, September 27, 2008

Diferença de Amor e Amizade


Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

William Shakespeare

Saturday, September 20, 2008

Dificuldades



"Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito"
Chico Xavier

Friday, September 12, 2008

Inspiração


Onde está a minha inspiração?
Será que ela se perdeu no caminho?
Ou será que eu não a deixo entrar?
Nas letras do caderninho,
vou rabiscando as minhas emoções,
mas cadê a frase sublimada?
Será que não a ouço?
No tic tac do relógio,
vou vendo o tempo passar,
e eu a olhar para o caderno,
num branco desesperador.
Suo frio, reclamo, esbravejo,
acho que não sou capaz.
Sinto o tempo passar,
e nada da minha mão se mover,
da minha mente trabalhar.
Será que vou conseguir escrever algo?
Cadê a minha inspiração?
Foi dar uma volta, e esqueceu de mim?
Não pode ser possível!
Minha inspiração não me abandonaria!
Então, um momento por favor.
Paro, penso, reflito, medito,e me abro,
e a inspiração logo vem...

Michelle Trindade

Saturday, September 06, 2008

CAIXA III


Adoro o sol...

Gosto quando ilumina a minha caixa.

Me dá uma sensação boa,

Apesar da caixa ser fria,

e devido a isso não posso não posso sentir o calor do sol,

posso sentir sua luz,

me dá esperança para reconhecer que toda experiência,

por mais louca ou chata que seja,

tem algum por quê, algum benefício,

algum aprendizado.

E é assim que pretendo encarar a vida daqui para frente,

Como um aprendizado,

onde tudo é válido.

Mesmo sendo estressante,

sei que um dia vai servir para alguma coisa,

tudo o que passo e aprendo aqui de dentro da minha caixa.

Michelle Trindade

Wednesday, September 03, 2008

Esquadros


Esquadros
Adriana Calcanhotto

Composição: Belchior

Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!

Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus...

Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm
Para quê?
As crianças correm
Para onde?
Transito entre dois lados
De um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo
Me mostro
Eu canto para quem?

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Sunday, August 10, 2008

Quero Mudar


Quero mudar de vida,
Quero mudar de rumo,
Quero mudar de estrada,
Quero mudar o mundo.

Quero mudar de casa,
Quero mudar de rosto,
Quero mudar de nome,
Quero mudar de gosto.

Quero mudar minhas idéias,
Quero mudar meu pensamento,
Quero mudar minha rotina,
Quero mudar meu desalento.

Quero mudar o que já mudou,
Ir além da mudança convencional,
E se não der certo,
Mudar o que o destino traçou.

Tuesday, July 29, 2008

Poemas

Esses dois poemas a seguir refletem bem o momento pelo qual estou passando agora...

A Pálida Luz da Manhã de Inverno

"A pálida luz da manhã de inverno
o cais e a razão
não dão mais esperança nem menos esperança serquer
ao meu coração.
O que tem que ser será,
Quer eu queira que seja ou não.
No rumor do cais, no bulício do rio.
na rua a acordar
não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
para o meu esperar
o que tem que não ser,
Algures, será, se o pensei, tudo mais é sonhar."

Fernando Pessoa

Saturday, July 26, 2008

Retrato

"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"


Cecília Meireles

Tuesday, July 22, 2008

Vida sem graça...

Vida sem graça, graça sem vida
Qual é a graça da vida?
Senão aquela graça que você põe na vida?
A graça do momento,
O momento da graça,
mas qual é a graça desejada?
A graça do agora,
ou a graça sublime?
É preciso saber viver com graça,
mesmo numa vida sem graça...

Michelle Trindade

Friday, July 04, 2008


"Fui à floresta porque queria viver profundamente e sugar a essência da vida eliminar tudo que não era vida e não, ao morrer, descobrir que não vivi."(Henri D. Thoreu)

A CAIXA II


Hoje eu me senti muito pequena na caixa,
Queria sair da caixa a qualquer custo,
Mas não tive coragem,
Continuei dentro da caixa,
Ouvindo as vozes de dentro dela,
Vozes que me deixavam pra baixo,
Vozes que me encurralavam,
Vozes que me atormentavam.
Preciso sair da caixa,
Mas cadê o impulso?
Só consigo ficar encolhida na caixa,
Como posso estar tão inerte?
Por que não me mexo?
Acho que me acomodei na caixa,
Arrumei um cantinho nela,
E ali me instalei.
Mas essas vozes não me deixam em paz.
Preciso tomar uma atitude...

Monday, June 23, 2008

Solidão

Eu odeio a solidão.
Talvez por isso tenha medo de tomar
Certas decisões.
Talvez por isso eu não saiba
Olhar para frente.
Gosto de ficar sozinha às vezes,
Mas não gosto da solidão contínua,
Tenho medo dela,
De me afundar nela,
Mas as vezes acho que só estou prolongando
Mais a minha solidão...

MIchelle Trindade

Saturday, June 21, 2008

Flores para minha mãe


Postagem antiga....

Comprei flores para minha mãe, margaridas, são bonitas, sei que ela vai gostar. Já estou melhor. Nada como uma tarde ensolarada. Tá foi um solzinho bem murchinho, mas o sol apareceu, iluminando a minha casa. Assim como as lembranças da minha mãe iluminam o meu coração. Acho que todos os dias deviam ter tardes ensolaradas. Pra eu ficar sempre alegre. O frio, a chuva, entristecem... Mas não vou deixar me abater. Apesar do dia estar meio cá, meio lá. Quero oferecer essas lindas flores pra minha mãe. Que eu sei que vai recebê-las com carinho. Carinho e dedicação que sempre prestou à mim e a minha irmã. Sei que está cuidando da gente. E eu a agradeço muito por isso. Mãe, eu te amo. Estou com muitas saudades suas. Mas sei que nós vamos nos reencontrar em breve. Desculpe por eu não fazer um poema lindo para oferecer-te hoje, mas simplesmente estou deixando a minha mente livre. Livre para escrever o que estou sentindo. E o que estou sentido agora é amor, ternura, nostalgia. Quero que fiques bem. E que saibas que eu te amo e sempre vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar, deseperadamente.....

Tuesday, June 17, 2008

Dia das Mães

Hoje,
Depois de muito tempo sem postar, vou postar textos que digitei anteriormente, mas na época não pude postar:

Dia das Mães

Hoje, Dia das Mães,
Estou com saudades,
Muitas saudades,
Não quero chorar,
Mas já chorei,
Quero sorrir,
E é isso que estou tentando fazer,
Lembrar dos bons momentos,
De como éramos uma família de três,
Que se protegiam,
E se acolhiam.
Hoje me sinto distante,
Triste por não senti-la como queria,
Por ser fira, rígida,
Desprovida de sensibilidade.
Sei que estais sempre perto quando podes,
Mas queria sentir sua presença melhor
Pode parecer egoísmo meu,
Talvez seja mesmo,
Aliás é,
Como uma pessoa não pode sentir...
Me perdoa por estar tão longe...

Wednesday, April 02, 2008

Mais ou menos

Sinto que tudo que faço é meio "mais ou menos". Sei desenhar mais ou menos, escrevo poesias mais ou menos, sou mais ou menos uma boa aluna, sei mais ou menos da minha disciplina de História, sei mais ou menos informática, sei cantar mais ou menos, sei mais ou menos inglês, sou uma espírita mais ou menos, sei dançar mais ou menos, sou uma funcionária mais ou menos, queria saber no que realmente eu sou boa...